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O CENBAM

A Amazônia ocupa uma posição central em relação à biodiversidade do mundo e tem um importante papel no ciclo global do carbono e da água, que afeta outras regiões, incluindo as mais importantes áreas agrícolas do Brasil. Entretanto, a pesquisa na Amazônia é ainda tímida, fragmentada e sem o impacto esperado sobre políticas públicas para uma região tão importante. O investimento em ciência na Amazônia brasileira é restrito, e por muitos anos os impostos pagos na Amazônia subsidiaram as pesquisas no Sudeste do Brasil.
 
No entanto, a falta de investimento não decorre apenas da falta de recursos financeiros. Não há pesquisadores suficientes na Amazônia para receber o financiamento que está disponível. Isto leva a uma situação em que a falta de infraestrutura leva a uma falta de cientistas qualificados que contribui para uma baixa produção científica. 
 
O INCT-CENBAM coordena uma rede de instituições amazônicas e extra-amazônicas envolvidas em estudos de biodiversidade. A estrutura desta rede é diferente das redes existentes de forma inovadora, que é elaborado nas seções seguintes. O termo "biodiversidade" utilizado na presente proposta segue as Diretrizes da Política Nacional de Biodiversidade (Decreto N º 4,339 22/08/2002) (DPB), que define a posição oficial do governo brasileiro em relação às áreas que se enquadram neste termo. O objetivo do CENBAM é criar e consolidar cadeias de produção baseadas em conhecimentos científicos sólidos que se originam em estudos de biodiversidade e terminam com informações, produtos ou processos que são de valor para os usuários específicos a curto, médio e longo prazos.
 
Assim, o principal objetivo é a integração da pesquisa da biodiversidade amazônica em cadeias científica-tecnológicas eficientes e produtivas. Atualmente, a biodiversidade amazônica não está sendo conservada ou utilizada de forma eficiente por falta de conhecimento científico-tecnológico. A pouca pesquisa que tem sido feita está concentrada nos grandes centros populacionais, Belém e Manaus. Os centros regionais enfrentam um círculo vicioso de falta de recursos, que impedem o estabelecimento a longo prazo dos investigadores em áreas remotas, a falta de pesquisadores qualificados resulta em baixa produtividade científica, a falta de produtividade impede a obtenção de financiamento e da falta de financiamento faz com que seja difícil de treinar a população local.
 
Assista o vídeo que ilustra as condições e as dificuldades encontradas para a realização da pesquisa e levantamento da biodiversidade em locais remotos na Amazônia. Este vídeo mostra o esforço e dedicação das equipes, que vale a pena diante da exuberância e alta diversidade ainda desconhecidas nestes locais. A colaboração entre diversos pesquisadores, institutos de pesquisa, moradores locais e agências de fomento permite a realização de pesquisa da biodiversidade em uma das regiões menos conhecidas do Brasil. 
 

 
O INCT-CENBAM está formando pessoas em áreas remotas da região amazônica em diversos níveis, desde assistentes de campo e parataxonomistas, técnicos de laboratório, alunos de pós-graduação até crianças das escolas. Também em como proposta melhorar a infraestrutura, como museus, herbários e coleções vivas, instalando e recuperando equipamentos e laboratórios além de promover o intercâmbio científico necessário fazendo uso dos recursos disponíveis de forma eficiente. O planejamento e execução são realizados em colaboração com diversos usuários das informações e materiais, tais como laboratórios de biotecnologia, gestores de reservas e florestas e das organizações responsáveis pela avaliação dos impactos ambientais e monitoramento de áreas influenciadas por obras públicas.
 
Clique aqui e veja vídeo do programa "Amazonas faz ciência", onde o coordenador Willian E Magnusson (Bill) apresenta as principais ações do INCT-CENBAM. 
 
Assim, todos os pesquisadores e alunos envolvidos nas atividades do INCT-CENBAM esperam prestar contas à sociedade dos recursos utilizados para manter a sua infraestrutura de pesquisa e promover a conservação da biodiversidade amazônica.
 
 
 
 
William E. Magnusson
 
Coordenador