A Floresta Nacional do Amapá abrange uma área de 459.867 ha localizada na região do Escudo das Guianas, no centro do Estado do Amapá, cobrindo parte de três municípios, Ferreira Gomes, Pracuúba e Amapá. Esta unidade de conservação foi criada em 1989 para viabilizar a exploração de madeira de forma sustentável, além de visar a proteção da biodiversidade e a continuidade de atividades de baixo impacto exercidas por populações tradicionais que já habitavam a área. Entretanto, o isolamento da unidade contribuiu para que a exploração madeireira ainda não tenha sido iniciada. A FLONA do Amapá está cercada por outras duas grandes unidades de conservação, fazendo fronteira a leste com a Floresta Estadual do Amapá e a oeste com o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Estas unidades fazem parte do Corredor de Biodiversidade do Amapá, um agrupamento de áreas protegidas que somam mais de 70% da área total do Estado.

O clima na FLONA do Amapá é tropical úmido com temperaturas oscilando entre 22 ºC e 32 ºC e precipitação anual média de 2.284 mm com uma estação de estiagem entre agosto e setembro onde que raramente chove menos de 60 mm mensais. O relevo é dissecado por corpos d´água com altitudes entre 160 a 200 m e platôs de até 460 m no sul da unidade. O argissolo vermelho-amarelo predomina na área. As florestas ombrófilas densas de terra firme ocupam 97% da unidade. O sub-bosque é denso com poucas palmeiras, porém, em áreas de baixios há grandes agrupamentos de açaí (Euterpe oleracea). O dossel é fechado, variando entre 30 e 40 m, com espécies emergentes (e.g. Dinizia excelsa) atingindo até 50 m.

Aspecto geral do sub-bosque da floresta de terra firme na FLONA do Amapá. Foto: José Júlio Toledo.
 

Levantamentos preliminares de vários grupos vegetais e animais já demonstram a elevada biodiversidade da região. Inventários realizados em algumas parcelas evidenciaram mais de 200 espécies de árvores por hectare. Além disso, em levantamentos rápidos realizados para o plano de manejo da unidade foram reportadas 39 espécies de mamíferos de médio e grande porte e 180 espécies de aves.

Uma grade de trilhas seguindo o modelo do PPGBio, composta de 6 trilhas de 5 km orientadas no sentido Norte-Sul e outras 6 trilhas no sentido Leste-Oeste cobrindo 25 km2 de floresta ombrófila densa de terra firme, foi instalado em 2008 no extremo sul da FLONA do Amapá. O sistema de trilhas e as parcelas permanentes já são usados em estudos sobre estrutura, biomassa e diversidade arbórea, distribuição de espécies vegetais de interesse comercial (e.g. Carapa guianensis), mamíferos de médio e grande porte, epífitas, produção de frutos, fenologia e frugivoria. Uma dissertação de mestrado e uma doutorado forma concluídas e atualmente 5 dissertações de mestrado estão em andamento na FLONA do Amapá.

Equipe de campo - Levantamento de estrutura da vegetação, FLONA do Amapá. 
 
Infra-estrutura na FLONA do Amapá
 
Acesso

O acesso à FLONA do Amapá se dá através do município de Porto Grande, que fica a 112 km da capital (Macapá), via BR 156. O trecho é asfaltado e em boas condições de conservação, percorrido em cerca de 1h:40min de carro. A partir de Porto Grande, navega-se o rio Araguari acima em embarcação pequena (barco de alumínio ou madeira) por cerca de 50 km até chegar a base da unidade, que fica na confluência dos rios Araguari e Falsino. O trajeto de barco leva em torno de 2h:30 min no período de cheia (Janeiro a Agosto) e 5:00 h no período de seca (Setembro a Dezembro). Parte do trajeto da base da FLONA até a grade de trilhas do PPBio pode ser feito de barco através dos rios Araguari ou Falsino. A partir da margem do Araguari existem trilhas de aproximadamente 1 km  para acessar os pontos LO1-4500 ou NS6-2000 da grade e seguindo da margem do Falsino caminha-se cerca de 700 m para chegar à conexão no ponto inicial (0000) entre as trilhas NS1 e LO1.

Rotas fluviais de Porto Grande - AP à base da FLONA do Amapá através do rio Araguari e da base até a grade de trilhas do PPBio via rio Araguari ou Falsino. 

Apoio logístico

A base do ICMBio na FLONA do Amapá está situada na confluência entre os rios Araguari e Falsino e é composta por um alojamento e por uma maloca em estrutura de madeira suspensa com capacidade para aproximadamente 25 pessoas (12 em camas e 13 em redes). O alojamento dispõe de cozinha com fogão industrial, pia com água encanada, freezer, armários para guardar mantimentos e utensílios de cozinha, três quartos com dois beliches cada, uma sala de jantar com mesa e cadeiras para refeições, sala de estar com dois sofás, dois banheiros internos, varanda vedada com tela anti mosquito com armadores para três redes e uma sala com computador com acesso à internet. A maloca possui espaço amplo para reuniões com mesa e cadeiras de plástico, dois banheiros internos e armadores para redes. A base dispõe de gerador a óleo diesel que é ligado por um período de 4 horas diárias (18 às 22 h) ou mais dependendo das atividades realizadas.

Há também uma base de apoio situada em Porto Grande, que é utilizada basicamente para armazenar equipamentos náuticos.

Visão da parte frontal do alojamento da base da FLONA do Amapá. Foto: Felipe Todeschini.

Visão aérea da base da FLONA do Amapá na confluência dos rios Araguari e Falsino. Foto: Plano de Manejo

 

Metadados

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Orientações para facilitar a pesquisa no repositório: na página de busca do link acima digitar a palavra chave: Flona Amapá

 

Contato:

Erico Kauano
ICMBio - FLONA do Amapá
Telefone: (96) 3243 1555

 

Flona do Amapá