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Metadados Panthera onca Uatumã

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Título: Seleção de hábitat, estimativas de abundância e marcadores moleculares de onça pintada, Panthera onca, em ambientes fragmentados e contínuos no Brasil e no México

Responsáveis:

  • 1. Dra. Claudia Keller (coordenadora no Brasil)
    claudiakeller23@gmail.com
    Para acessar o currículo lattes do pesquisador(a) clique aqui
  • 2. Dr. Francisco Palomares (coordenador na Espanha e geral do projeto)
    ffpaloma@ebd.csic.es
    Para acessar o currículo do pesquisador(a) clique aqui
  • 3. Dr. Gerardo Jorge Ceballos González (coordenador no México)
    gceballo@ecologia.unam.mx
    Para acessar o currículo do pesquisador(a) clique aqui

Endereço:
Coordenação de Pesquisas em Ecologia – CPEC
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA
Alameda Cosme Ferreira, 1756, Aleixo
69011-970
Manaus, AM – Brasil, Caixa-Postal: 478
Telefone: (92) 36431816 Fax: (92) 36431909

Financiamento:
Fundação BBVA (Espanha) – edital BIOCON05

Resumo:
Apesar da situação crítica da onça pintada (Phantera onca) a nível global, este é um dos felinos menos estudados. Seu estudo é particularmente difícil porque se trata de uma espécie de grande tamanho, com hábitos noturnos, densidades naturalmente baixas e que habita preferencialmente ambientes florestais. Os métodos tradicionais para a avaliação de populações são de difícil aplicação em florestas tropicais. Por isso é necessário utilizar métodos que sejam fáceis de empregar no campo e replicáveis em qualquer situação, como a radio-telemetria por satélite (GPS) para o estudo dos movimentos e uso do espaço, o uso de censos de pegadas e técnicas moleculares para determinar a presença/ausência e o tamanho de populações. Usando estas metodologias, os objetivos principais deste projeto são (a) fornecer subsídios úteis e generalizáveis para a conservação global da onça pintada, em função de seus requerimentos de hábitat e saúde genética, e (b) determinar um protocolo de seguimento de populações de onças em floresta tropical usando técnicas não invasivas. O estudo no Brasil, em quatro grades do PPBio, abrange a estimativa da abundância relativa de P. onca utilizando o método de parcelas de areia para quantificação de pegadas, a estimativa de abundância de presas potenciais através de observação direta diurna em transectos lineares e análises genéticas e de dieta de P. onca através de amostras de fezes. Nas grades do PARNA Viruá e REBIO Uatumã foi usado o método de câmera-trapping para registro de felinos e presas potenciais para comparação com os outros métodos utilizados.

Palavras-chave:
mamíferos de grande e médio porte, Amazônia ocidental, transectos lineares, identificação de pegadas.

Licença e Direitos de Uso:
Todos os dados do PPBio serão públicos em no máximo 2 anos após sua coleta, desde que creditados os responsáveis pela coleta em qualquer publicação que os utilizem. Recomendamos aos interessados em utilizar esses dados que entrem em contato com os responsáveis para discutir o interesse e possibilidade de co-autoria. Os pesquisadores integrantes do Projeto Jaguar, com coordenação da Dra. Claudia Keller, são os responsáveis pela coleta de dados. Os dados ainda não estão disponíveis para download porque a data de coleta não atingiu o prazo estabelecido. .

Abrangência Geográfica:
Os dados foram coletados em todas as trilhas das grades de 25 km2 do PPBio da Reserva Biológica do Uatumã, 100 km ao norte de Manaus, abrangendo os municípios de Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã e Urucará, AM

Coordenadas Geográficas:
Oeste:-59.2741
Leste:-59.2291
Norte:-1.7807
Sul: -1.8268

Abrangência Temporal:
A coleta de dados foi realizada nos meses de outubro de 2007 e de 2008, o que corresponde ao período seco.

Métodos de Coleta dos Dados:

(a) Amostragem de pegadas
Para detectar a presença de Panthera onca (onça-pintada) e Puma concolor (onça-parda) foram realizados levantamentos de pegadas destas espécies em parcelas de areia. As parcelas de 2 m² foram dispostas sobre todas as trilhas Leste-Oeste e Norte-Sul, a intervalos regulares de aproximadamente 1 km, totalizando 60 parcelas. Cada parcela é composta por aproximadamente 80 kg de areia peneirada retirada de leitos de igarapé ou zonas arenosas próximas. A espessura da areia na parcela é de aproximadamente 3 cm. Cada parcela foi monitorada durante 4 dias consecutivos para registrar a presença de pegadas. Dias de chuva foram descartados, já que a chuva pode apagar pegadas eventualmente presentes na parcela. Todas as pegadas de felinos encontradas nas parcelas foram registradas sobre transparências e fotografadas. Local, data e medidas de comprimento e largura das pegadas e, quando possível, comprimento da passada foram anotados.

(b) Amostragem por observação direta diurna
Para registrar a ocorrência das espécies-presa na área de estudo foram realizados levantamentos de observação direta diurna em transectos lineares. Os transectos iniciavam ao amanhecer, por volta das 6 horas, sendo percorridos por dois observadores (pesquisador e mateiro) caminhando lentamente (aproximadamente 1 km/h) em busca de observações diretas das espécies de interesse. Foram percorridas duas trilhas de 5km por dia por cada dupla de observadores, totalizando 10km/dia por dupla. Cada trilha foi percorrida quatro vezes em dias consecutivos. Cada avistamento de uma espécie alvo foi considerado como um registro. Para cada indivíduo ou grupo avistado foram registrados a data, o horário, a espécie, o número de indivíduos para espécies sociais e o local do registro na grade.

(c) Camera-trapping
Instalaram-se câmeras com sensor infra-vermelho em 16 pontos da grade de amostragem durante 14 dias, sempre na intersecção entre trilhas.

(d) Coleta de fezes
Amostras fecais de felinos foram coletadas durante a fase de preparação das trilhas, bem como durante as amostragens de pegadas e de espécies-presa. Além disso, foram distribuídos kits para coletas de fezes para outros grupos de pesquisadores que estavam trabalhando no local, para aumentar o esforço e o período de coleta. Através da análise genética destas fezes será possível estabelecer protocolos de análise que permitam diferenciar geneticamente estas duas espécies, e posteriormente, indivíduos pertencentes a uma mesma espécie. Partes excedentes das fezes são guardadas em sacos plásticos e subsequentemente congeladas, para análise da dieta de onças. Para cada amostra são anotados data, posição da amostra na grade PPBio, coletor e se a amostra foi coletada durante uma rodada completa ou parcial da grade. As amostras para análise genética são coletadas usando luvas plásticas descartáveis, colocadas em envelopes de papel, e introduzidas em potes plásticos com tampa de rosca hermética de 120ml com aproximadamente ¼ do volume preenchido com sílica –gel com indicador de umidade. A sílica é trocada – sempre usando luvas plásticas descartáveis – até que ela deixe de absorver umidade, indicando que a amostra está completamente seca.

Arquivos de Dados:
Dados preliminares.
pantheraoncauatuma.pdf (melhor para visualização)
pantheraoncauatuma.csv (melhor para importação em planilha de dados)
número de registros:

Informações sobre a tabela de atributos:
Nome do atributo: TRILHA
Definição: nome da trilha
Nome do atributo: DATA
Definição: data em que a trilha foi amostrada
Nome do atributo: HORA
Definição: hora em que a trilha foi amostrada
Nome do atributo: PRI
Definição: avistamento de primata
Nome do atributo: PRE
Definição: avistamento de espécie presa de onça
Nome do atributo: PEG
Definição: registro de pegadas de felinos em parcela de areia
Nome do atributo: CPRE
Definição: registro fotográfico de espécie presa de onça
Nome do atributo: CFEL
Definição: registro fotográfico de felino

Created by tpw
Last modified 2008-12-17 09:43 AM
 

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